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quarta-feira, 17 de abril de 2019

AULAS TEÓRICAS MARCAM O TERCEIRO BLOCO DO PROGRAMA SUCESSÃO NO CAMPO, EM CARATINGA - Textos, Faemg

Fonte: Faemg

Terminou nesta terça-feira (16), o terceiro bloco do Programa Sucessão no Campo que acontece em Caratinga, no Vale do Rio Doce. Ao todo, o Programa Sucessão no Campo é divido em 6 blocos, entre aulas teóricas e consultorias. Trinta produtores de café da região de Caratinga participam do programa, que é uma promoção do Sistema Faemg/Senar Minas em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais de Caratinga e Sicoob Credicooper.

Os participantes são divididos em grupos de três pessoas e cada trio representa uma propriedade.

“Nesse terceiro bloco, que encerramos terça-feira, fizemos uma abordagem mais comportamental, dando ênfase às Funções Administrativas e o impacto da liderança na sucessão. O mais empolgante nesse bloco foi ver as famílias trabalhando juntas, os questionamentos propostos. A análise deles com relação aos estilos de liderança e aos comportamentos foi muito interessante”, destacou a instrutora Teí Gazzinelli.

A veterinária Camila Alcântara de Assis Monteiro participa do Programa Sucessão no Campo junto com os pais, José Assis Costa e Selma Lúcia Alcântara de Assis. Camila ressaltou que a sucessão familiar no campo não deve ser um tabu e que os pais devem pensar em passar um legado para os filhos e não uma herança.

“Porque o legado se constrói junto, os filhos dão continuidade. A herança os filhos gastam e ficam sem nada depois. Então, está sendo uma oportunidade de reflexão, pois o assunto da sucessão acaba não sendo abordado nas famílias porque sempre remete a falta de alguém por morte ou doença, como se fosse algo ruim. Penso que é um paradigma que tem que ser quebrado e que a sucessão familiar pode ser uma oportunidade para quem trabalhou uma vida inteira desfrutar de todo esse trabalho, enquanto os filhos têm a oportunidade de trabalhar no que é da família”.

Camila ainda faz um alerta: “se a sucessão familiar fosse algo tratado nas famílias com os filhos desde pequenos, esse assunto seria algo menos traumático de se falar e colocar em prática. Por isso, acho fundamental esse programa desenvolvido pelo Sistema Faemg/Senar Minas”.

O próximo bloco do Programa Sucessão no Campo está previsto para acontecer entre os dias 6 e 10 de maio. No quarto bloco são feitas consultorias nas propriedades dos participantes durante cinco dias. “A cada dia faremos essa consultoria em duas propriedades com carga horária de 4 horas em cada”, adiantou a instrutora Teí Gazzinelli.

Mobilização da Turma

Além dos mobilizadores do Sindicato dos Produtores Rurais, a seleção dos participantes do Programa de Sucessão no Campo de em Caratinga contou com o apoio do responsável pelo setor de competividade sustentável do Sicoob Credcooper, Fábio Júnior de Carvalho. Ele destacou a necessidade do programa para a região e contou detalhes da mobilização realizada para a composição da turma de participantes.

“Primeiro é preciso destacar duas coisas, o fortalecimento da parceria entre o Sicoob Credicooper e o Sistema Faemg/Senar Minas e a importância do Programa Sucessão no Campo para a região de Caratinga. Já tínhamos um grupo de pessoas com participação em outros programas do Sistema, como GQC [Gestão com Qualidade em Campo] e ATeG [Assistência Técnica e Gerencial] e isso facilitou na mobilização para composição da turma”.

Fábio Júnior lembrou que diversos fatores foram levados em consideração para o levantamento dos participantes. “Temos vários contatos com produtores que fazem parte da nossa cooperativa e além disso, como já dissemos, a maioria já tinha passado por programas do Sistema Faemg/Senar Minas. Então, discutimos com os mobilizadores do Sindicato Rural de Caratinga, Samuel [Gonçalves] e Wagner [Teixeira] e definimos uma estratégia de mobilização baseada nas necessidades da região, das comunidades e do setor rural, até chegarmos a essa turma”.

Por fim, Fábio Júnior ressaltou a importância do programa para os participantes. “A sucessão no Campo é um tema que vem sendo observado e estimulado pelo Sistema e ganha reforço quando se fala em continuidade da propriedade, gestão rural e perspectivas de novos negócios. O movimento de permanência no campo está aumentando e passa por isso também. Percebemos que os jovens estão retornando ou até escolhendo permanecer atuando nas atividades iniciadas pelos pais. Por isso a importância de aprofundar nesse tema”, disse.

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